24-01-2007

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Partilho convosco um dos mais belos e inspirados textos que alguma vez li sobre DEUS ou Fonte Suprema,
que tudo Sustenta e que tudo É:



Não digais que partirei amanhã, pois ainda estou a chegar...

Olhai profundamente: estou chegando a cada instante,
para ser botão de Primavera num ramo,
para ser passarinho de asas ainda frágeis,
que aprende a cantar no seu novo ninho;
para ser borboleta no coração de uma flor,
para ser jóia oculta numa pedra.

Ainda estou a chegar, para rir e para chorar, para temer e para esperar...
O ritmo do meu coração é o nascimento e morte de tudo o que vive...

Sou o insecto que se metamorfoseia na superfície do rio,
e sou o pássaro que se precipita para o comer.

Sou a rã que nada feliz nas àguas claras do lago,
e sou a ardilosa serpente aquática que se alimenta da rã.

Sou o menino do Uganda, todo pele e ossos,
e sou o comerciante que vende armas letais ao Uganda.

Sou a menina de doze anos refugiada numa embarcação,
após ter sido violada por um pirata,
e sou o pirata,
cujo coração é ainda incapaz de ver e de amar.

Sou o membro do Politburo, com todo o poder nas suas mãos,
e sou o homem que pagou a sua "dívida de sangue" à sua aldeia,
morrendo lentamente num campo de concentração.

A minha alegria é como a Primavera,
tão cálida, que faz florescer as flores da terra inteira.
A minha dor é como um rio de lágrimas,
tão vasto, que enche os quatro oceanos.

Chamem-Me pelos Meus verdadeiros nomes, peço-vos!
para poder despertar (em cada um de Vós)...
e que a porta do Meu coração possa ficar sempre aberta,
a porta da Compaixão...

THICH NHAT HANH

(Tradução e cortesia do meu caro Amigo Fernando Mário)

29-10-2006

O que é o AMOR!?

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Na sala de aula de uma escola primária, uma das crianças perguntou à professora:

- Professora, o que é o AMOR?

A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da pergunta inteligente que fizera. Como já estava na hora do recreio, pediu para que cada aluno desse uma volta pelo jardim da escola e trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor. As crianças saíram apressadas e, ao voltarem, a professora disse:

- Agora cada um vai-me mostrar o que trouxe consigo.

A primeira criança disse:

- Eu trouxe esta FLOR, não é linda?

A segunda criança disse:

- Eu trouxe esta BORBOLETA. Que lindas cores têm as suas asas! Vou colocá-la em minha colecção.

A terceira criança completou:

- Eu trouxe este PASSARINHO bebé. Deve ter caído do ninho há pouco tempo, juntamente com o seu irmão. É tão querido!

Entretanto, uma após a outra, as outras crianças mostraram à professora o que tinham trazido.

Terminada a exposição, a professora notou que havia uma criança que tinha ficado quieta e calada. Ela estava vermelha de vergonha, porque não tinha trazido nada.

A professora dirigiu-se a ela e perguntou:

- Minha querida, porque não trouxeste nada contigo?

E a menina timidamente respondeu:

- Desculpe, professora. Vi a FLOR, e senti o seu perfume, pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para o seu PERFUME durasse por mais tempo.

- Vi também a BORBOLETA... ela parecia tão feliz, que não tive coragem de aprisioná-la.

- Vi também o PASSARINHO, caído entre as folhas, mas, ao subir a árvore, notei o olhar triste da sua mãe, e preferi devolvê-lo ao ninho.

- Portanto, professora, trago comigo: o perfume da flor; a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mãe do passarinho. Como posso mostrar-lhe o que trouxe?

01-09-2006

Impactos da Mente sobre o Corpo

A sabedoria popular diz-nos que "quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga", mas nós - HUMANIDADE - ainda estamos bem longe de conseguir controlar e disciplinar a mente ao ponto de conseguirmos criar - em tempo real e a cada instante - uma realidade sadia e harmoniosa. A tomada de consciência é o primeiro passo neste longo e árduo caminho:

"Somos as únicas criaturas na face da terra capazes de mudar a nossa biologia pelo que pensamos e sentimos!"

As nossas células estão constantemente a observar os nossos pensamentos e a ser modificadas por eles.
Um surto de depressão pode arrasar o sistema imunológico; apaixonar-se, pelo contrário, pode fortificá-lo tremendamente.
A alegria e a realização mantém-nos saudáveis e prolongam a vida.
A recordação de uma situação stressante, que não passa de um fio de pensamento, liberta o mesmo fluxo de hormonas destrutivas que o stress.
As células estão constantemente a processar as experiências e a metaboliza-las de acordo com nossos pontos de vista pessoais.
Não se pode simplesmente captar dados brutos e carimbá-los com um julgamento. Transformamo-nos na interpretação quando a interiorizamos.

Quem está deprimido por causa da perda de um emprego - por exemplo - projecta tristeza por toda parte no corpo: a produção de neuro-transmissores por parte do cérebro reduz-se, o nível de hormonas baixa, o ciclo de sono é interrompido, os receptores neuro-peptídicos na superfície externa das células da pele tornam-se distorcidos, as plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas e mais propensas a formar grumos e até as lágrimas contêm traços químicos diferentes das lágrimas de alegria.

Todo este perfil bioquímico será drasticamente alterado quando a pessoa encontrar uma nova posição. Isto reforça a grande necessidade de usarmos a nossa consciência para criar os corpos que realmente desejamos.

A ansiedade por causa de um exame acaba por passar; assim como a depressão por causa de um emprego perdido. O processo de envelhecimento, contudo, tem que ser combatido a cada dia.

Shakespeare não estava a ser metafórico quando disse:
" Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos."

Quer saber como está o seu corpo hoje?
Lembre-se dos seus pensamentos de ontem.
Quer saber como estará o seu corpo amanhã?
Olhe para os seus pensamentos de hoje!

"Ou você abre o seu coração,
Ou algum cardiologista o fará por si!"



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